Optchá meu Povo Cigano!!

Optchá meu Povo Cigano!!
Fatima Silva Amaya

Gitana Fatima Silva Amaya

4 de abril de 2011

BRASIL: HISTÓRIA DO POVO CIGANO

"A sobrevivência foi a realização mais duradoura, o grande evento, da história cigana. Por isso Angus Fraser, autor do melhor trabalho historiográfico sobre ciganos, escreve na primeira página de seu livro: "Quando se consideram as vicissitudes que eles (os ciganos) encontraram, porque a história a ser relatada agora será antes de tudo uma história daquilo que foi feito por outros para destruir a sua diversidade, deve-se concluir que a sua principal façanha foi a de ter sobrevivido (...)”.
 


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"A sobrevivência foi a realização mais duradoura, o grande evento, da história cigana. Por isso Angus Fraser, autor do melhor trabalho historiográfico sobre ciganos, escreve na primeira página de seu livro: "Quando se consideram as vicissitudes que eles (os ciganos) encontraram, porque a história a ser relatada agora será antes de tudo uma história daquilo que foi feito por outros para destruir a sua diversidade, deve-se concluir que a sua principal façanha foi a de ter sobrevivido (...)”.

Os Ciganos são chamados de "povos das estrelas" e dizem que apareceram há mais de 3.000 anos, ao Norte da Índia, na região de Gujaratna localizada margem direita do Rio Send. No primeiro milênio d.C., deixaram o país e se dividiram em dois ramos: o Pechen que atingiu a Europa através da Grécia; e o Beni que chegou até a Síria, o Egito e a Palestina. Existem vários clãs ciganos: o Kalê (da Península Ibérica); o Hoharano (da Turquia); o Matchuaiya (da Iugoslávia); o Moldovan (da Rússia) e o Kalderash (da Romênia).

Porém de acordo com a nossa Tradição, a teoria mais freqüente sobre a origem do Povo Cigano, é que após um período de adaptação neste planeta, os ciganos teriam surgido do interior da Terra e esperam que um dia possam regressar ao seu lar. Nada mais podemos revelar sobre isto, pois trata-se de um dos nossos "segredos" mais bem preservados. Preste atenção à nossa trajetória e use com sabedoria a sua imaginação

O grande lema do Povo Cigano é: "O Céu é meu teto; a Terra é minha pátria e a Liberdade é minha religião", traduzindo um espírito essencialmente nômade e livre dos condicionamentos das pessoas normais geralmente cerceadas pelos sistemas aos quais estão subjugadas.

Em sua maioria, os ciganos são artistas (de muitas artes, inclusive a circense); e exímios ferreiros, fabricando seus próprios utensílios domésticos, suas jóias e suas selas.
Os ciganos sempre levaram uma vida muito simples, fabricando tachos, consertando panelas, vendendo cavalos, (atualmente vendem carros); fazendo artesanato (principalmente em cobre - o metal nobre desse povo) e lendo as cartas ciganas para ver a "buena dicha" (boa sorte).



Na verdade cigano que se preza, antes de ler a mão, lê os olhos das pessoas (os espelhos da alma) e tocam seus pulsos (para sentirem o nível de vibração energética) e só então é que interpretam as linhas das mãos. A prática da Quiromancia para o Povo Cigano não é um mero sistema de adivinhação, mas, acima de tudo um inteligente esquema de orientação sobre o corpo, a mente e o espírito; sobre a saúde e o destino.
O mais importante para o Povo Cigano é interagir com a Mãe Natureza respeitando seus ciclos naturais e sua força geradora e provedora.

Mitologicamente o Povo Cigano está ligado à Kalí - a deusa negra da mitologia hindu, associada a figura de Santa Sara, cujo mistério envolve o das "virgens negras", que na iconografia cristã representa a figura de Sara, a serva (de origem núbia) que teria acompanhado as três Marias: Jacobina, Salomé e Madalena, e, junto com José de Arimatéia fugido da Palestina numa pequena barca, transportando o Santo Graal (o cálice sagrado), que seria levado por elas para um mosteiro da antiga Bretanha. Diz o mito que a barca teria perdido o rumo durante o trajeto e atracado no porto de Camargue, às margens do Mediterrâneo, que por sua vez ficou conhecido como "Saintes Maries de La Mer", transformando-se desde então num local de grande concentração do Povo Cigano.

Santa Sara é comemorada e reverenciada todos os anos, nos dias 24 e 25 de maio, através de uma longa noite de vigília e oração, pelos ciganos espalhados no mundo inteiro, com candeias de velas azuis, flores e vestes coloridas; muita música e muita dança, cujo simbolismo religioso representa o processo de purificação e renovação da natureza e o eterno "retorno dos tempos".

O líder de cada grupo cigano, chama-se Barô/Gagú e é quem preside a Kris Romanis (Conselho de Sentença ou grande tribunal do povo rom) com suas próprias leis e códigos de ética e justiça, onde são resolvidas todas as contendas e esclarecidas todas as dúvidas entre os ciganos liderados pelos mais velhos. O mestre de cura (ou xamã cigano) é um Kakú (homem ou mulher) que possui dons de grande para-normalidade. Eles usam ervas, chás e toques curativos. Os ciganos geralmente se reúnem em tribos para festejar os ritos de passagem: o Nascimento, a Morte, o Casamento e os Aniversários; e acreditam na Reencarnação (mas não incorporam nenhum espírito ou entidade). Estão sempre reunidos nos campos, nas praias, nas feiras e nas praças.


Os ciganos chegados em Andaluzia no séc. XV vieram do norte da Índia, da região do Sind (atual Paquistão), fugindo das guerras e dos invasores estrangeiros (inclusive de Tamerian, descendente de Gengis Khan). As tribos do Sind se mudaram para o Egito e depois para a Checoslováquia, Rússia, Hungria e Polônia, Balcãs e Itália, França e Espanha. Seus nomes se latinizaram (de Sindel para Miguel; de András para André; de Pamuel para Manuel, etc.). O primeiro documento data a entrada dos ciganos na Espanha em 1447. Esse grupo se chamava a si mesmo de "ruma calk" (que significa homem dos tempos) e falavam o Caló (um dialeto indiano oriundo da região do Maharata). Eles trouxeram a música, a dança, as palmas, as batidas dos pés e o ritmo quente do "flamenco", tanto que essa palavra vem do árabe "felco" (camponês) e "mengu" (fugitivo) e passou a ser sinônimo de "cigano andaluz" à partir do séc. XVIII.
Esse povo canta e dança tanto na alegria como na tristeza pois para o cigano a vida é uma festa e a natureza que o rodeia a mais bela e generosa anfitriã. Onde quer que estejam, os ciganos são logo reconhecidos por suas roupas e ornamentos, e, principalmente por seus hábitos ruidosos. São um povo cheio de energia e grande dose de passionalidade. São tão peculiares dentro do seu próprio código de ética; honra e justiça; senso, sentido e sentimento de liberdade que contagiam e incomodam qualquer sistema.

Porém, a comunidade cigana ama e respeita a natureza, os idosos e todos os membros do grupo educam as crianças de todos, dentro dos princípios e normas próprios de uma tradição puramente oral, cujos ensinamentos são passados de pai prá filho ou de mestre para discípulo, através das estórias contadas e das músicas tocadas em torno das fogueiras acesas e das barracas coloridas sempre montadas ao ar livre (mesmo no fundo do quintal das ricas mansões dos ciganos mais abastados).

CIGANOS NÃO ROUBAM CRIANCINHAS

As crianças ciganas normalmente só freqüentam até o 1o. Grau nas escolas dos gadjés (não-ciganos), para aprenderem apenas a escrever o próprio nome e fazer as quatro operações aritméticas. A maioria das crianças não vai à escola com receio do preconceito existente em relação a elas. Claro que com o acelerado processo de aculturação, um bom número de ciganos, disfarçadamente, estão freqüentando as universidades e até ocupando cargos de importância na vida pública do país. Alguns são médicos, dentistas, engenheiros, advogados; alguns tornam-se ministros e outros se tornaram até presidentes (Washington Luiz e Juscelino Kubitshek). Porém os de maior expressão na sociedade são artistas plásticos, comerciantes, joalheiros e músicos famosos.

Para o Povo Cigano, a Lua Cheia é o maior elo de ligação com o "sagrado", quando são realizados mensalmente os grandes festivais de consagração, imantação e reverenciação à grande "madrinha". A celebrações da Lua Cheia, acontecem todos os meses em torno das fogueiras acesas, do vinho e das comidas, com danças e orações. Também para os ciganos tudo na vida é "maktub" (está escrito nas estrelas), por isso são atentos observadores do céu e verdadeiros adoradores dos astros e dos sidéreos. Os ciganos praticam a Astrologia da Mãe Terra respeitando e festejando seus ciclos naturais, através dos quais desenvolvem poderes verdadeiramente mágicos.

Na culinária cigana são indispensáveis: o cravo, a canela, o louro, o manjericão, o gengibre, os frutos do mar, as frutas cítricas e as frutas secas, o vinho, o mel, as maçãs, as pêras, os damascos, as ameixas e as uvas que fazem parte inclusive dos segredos de uma cozinha deveras afrodisíaca. O punhal, o violino, o pandeiro, o leque, o xale, as medalhas e as fitas coloridas; o coral, o âmbar, o ônix, o abalone, a concha marinha (vieira), o hipocampo (cavalo-marinho), a coruja (mocho), o cavalo, o cachorro, o galo e o lobo são símbolos sagrados para o Povo Cigano. A verbena, a salvia, o ópio, o sândalo e algumas resinas extraídas das cascas das árvores sagradas, são ingredientes indispensáveis na manufatura caseira de incensos, velas e sais de banho, mesclados com essências de aromas inebriantes e simplesmente usados nas abluções do dia-a-dia, nos contatos sociais e comerciais, nos encontros amorosos e principalmente nos ritos iniciáticos, de uma forma sensível e absolutamente mágica, conferindo grandes poderes.

O grande símbolo geométrico do Povo Cigano é o Círculo Raiado (representando a roda da carroça que gira pelas estradas da vida) provando a não linearidade do tempo e do espaço; e o Pentagrama (estrela de 5 pontas) simbolizando o Homem Integral (de braços e pernas abetos) interagindo em perfeita harmonia com a plenitude da existência. O maior axioma do Povo Cigano diz simplesmente: "A sabedoria é como uma flor, de onde a abelha faz o mel e a aranha faz o veneno, cada uma de acordo com a sua própria natureza".

Para não enveredarmos num velho, carcomido e obsoleto discurso sociológico-político, e para não desgastarmos mais ainda a nossa salubridade cerebral, afirmamos que tudo o que acontece no Planeta, em termos de crise e transformação, afeta de perto o Povo Cigano (tão engajado com a natureza) e faz parte do cotidiano dessa minoria social que apesar do seu pouco grau de autonomia, tenta à duras penas preservar sua valiosa identidade e salvaguardar as peculiaridades de seus próprios conceitos de cidadania, em que pese os avanços tecnológicos, científicos e culturais; as mudanças de paradigmas e o glamouroso processo de globalização.

O Povo Cigano é também uma raça sofrida, discriminada, excluída do contexto sócio-político-econômico (mas nem por isso alienada). Essa raça perseguida por muitas "inquisições", levada aos campos de concentração e aos fornos crematórios da Alemanha Nazista (tanto quanto o povo judeu) continua existindo apesar de todas as expoliações e distorções. Desprovida de meios adequados de sobrevivência, descaracterizada pela modernidade de um falso intelectualismo proletário/urbano essa raça também está à caminho da própria extinção, mas estamos aqui exatamente para resgatar o que resta de sua memória ancestral, cultural e artística, usos e costumes, simbolismo e tradição.

Para mim, uma kalin (cigana kalon), descendente desse povo, essa é uma hora em que precisamos estar atentos e vigilantes para ouvirmos uma espécie de "chamado mítico" que a dura realidade planetária está nos fazendo, e, nos unirmos em corpo e espírito com as forças maiores que regem esse universo, deixando para os espertos, que se dizem "donos da terra", o alto preço de seus desmandos, desvarios e abuso de poder, nos concentrando, onde quer que estejamos, no verdadeiro sentido da valorização humana que perpassa por insondáveis mistérios divinos e praticando com honestidade de propósito os exercícios de espiritualidade e religiosidade que subjaz em cada um de nós, na busca de uma solução para um mundo melhor, sem esquecermos as práticas ecológicas para salvaguardar essa "nau de insensatos" chamada Terra, de seu próprio desastre (palavra que significa: desarmonia entre os astros).

Eu aprendi com meu Patriarca que os ciganos são "povos das estrelas" e para lá voltamos quando morremos ou quando houver necessidade de uma grande evacuação. Há milênios vimos cumprindo nossa missão neste Planeta, respeitando e reverenciando a Mãe Natureza, trocando e repassando conhecimento. No mais, deixaremos à critério da consciência de cada um o "por que ?" das abomináveis catástrofes (em sua maioria provocadas pela absoluta falta de respeito e conhecimento sobre a biodiversidade do planeta); e de comportamentos sociais e governamentais tão incongruentes com a própria inteligência humana, reduzindo a sensibilidade dos homens a um mero exercício da bio-pirataria para não perder o monopólio de um recurso genético, disfarçado na necessidade técnica e científica da bioprospecção, mesmo que no contexto histórico, essa atitude implique na extinção de toda a raça humana.


Deixaremos à critério de qualquer "gadjô" que se preze, o "complexo de culpa ancestral" pela destruição do solo, do ar, da água e das florestas, pois em vez de "progredir com a plena cooperação científica e tecnológica" (como diria o biólogo americano Tomas Lovejoy - especialista em florestas tropicais) o homem moderno destrói seu próprio habitat, não procurando seguir a coerência do argumento socio-antropológico que diz que "na sociedade de massas, o raciocínio individual precisa ganhar tons mais coletivos para exercer seu poder e provar sua competência, pressupondo uma melhor qualidade de vida e uma maior tranqüilidade planetária".

Sem precisarmos percorrer outra vez o desgastado raciocínio utópico do socialismo científico de Marx-Engels-Lênin-Stálin, necessitamos urgentemente pisar na superfície desse lindo "planeta água" (símbolo da emoção e da sensibilidade que preenche nossos corações) observando não só a violência praticada contra as minorias, como também os incríveis gestos de solidariedade humana mostrados via satélite ou pela Internet, na mesma velocidade da luz ou do pensamento humano, nessa era de virtualidade nem um pouco caracterizada pelas mais elementares virtudes.

Como não sou também nem um pouco virtuosa e acho que o limiar entre o sagrado e o profano é muito próximo, coloco em mim mesma a carapuça de parte dessa imensa culpa pela minha própria acomodação e omissão em alguns setores da vida, e, divido com todos os devedores planetários como eu, o ônus que pago por viver na Terra nos dias de hoje, embora continue achando que é um privilégio karmico poder ser descendente do Povo Cigano.

OBS.: Essa Palestra foi apresentada na íntegra na 7ª edição do "Encontro para a Nova Consciência", em Fevereiro de 1998, em Campina Grande-PB.



http://websmed.portoalegre.rs.gov.br/escolas/giudice/o_povo_cigano.html



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"A sobrevivência foi a realização mais duradoura, o grande evento, da história cigana. Por isso Angus Fraser, autor do melhor trabalho historiográfico sobre ciganos, escreve na primeira página de seu livro: \"Quando se consideram as vicissitudes que eles (os ciganos) encontraram, porque a história a ser relatada agora será antes de tudo uma história daquilo que foi feito por outros para destruir a sua diversidade, deve-se concluir que a sua principal façanha foi a de ter sobrevivido (...)”. 
 

Gitana Fatima Amaya







Bela cigana dançando em frente a fogueira

Saia rendada, cintilante, rodopia festeira,

Dança e todos os ciganos aplaudem contentes,

Ela sorri, mostrando um sorriso entre dentes...

Na alma, no coração, carrega uma saudade...

Se os deuses ouvissem seu grito apaixonado

E trouxessem pra ela o amado distante

Seria fácil dançar e sorrir de felicidade...

Nos olhos brilhantes, uma lágrima

Teima em cair, ela dança sensualmente...

Diverte-se, desfaz dos seus pretendentes,

Que nenhum ouse beijá-la, seria imprudente...

Ninguém consegue arrancar do seu peito

Esse amor, vigoroso, raro, ardente, tão quente...

Todos ciganos sonham ganhar seu coração,

Mas essa cigana alegre, não é gente ....

Apenas um rastro desse amor que carrega

Trancafiado a sete chaves, esse homem

Que todas as noites sonha e em delírio de amor,

Viaja para seus braços qual um condor...

Dançando se entrega em louca paixão,

Leve como uma pluma, manhosa, selvagem...

Boca carmim como pedindo um beijo...

Dança, zomba de seu próprio amor e desejo...

Paixão, calafrio, frenesi é o que ela quer

Entregar corpo e alma, tudo que ele quiser...

Todos vibram com sua dança, ela sorri com desdém..

Só com esse amor Fátima Amaya  existe,

Só com ele Fátima Amaya  é mulher !


 
 
 

3 de abril de 2011

Cigana Sete Saias

Cigana Sete Saias



Cigana Sete Saias é considerada a Deusa do Amor pelo povo do oriente, e a ela que as moças recorrem quando desesperadas por falta de amor.

A cigana 7 Saias tem esse nome por usar uma saia composta por sete cores diferentes. A história conta que essa Cigana quando criança viu pela primeira vez o arco íris e ficou tão encantada que pediu a sua mãe que fizesse uma saia com aquelas cores.
Sempre foi muito bonita, gostava de usar jóias douradas e laços no cabelo. Tocava pandeiro e se saía muito bem na arte de jogar cartas e leitura de mãos. Sua família como toda de origem cigana viajava muito, e em uma dessas viagens a cigana 7 Saias conheceu aquele que foi seu grande amor. Porém ele era um gadjo, ou seja, um não cigano.
Apaixonaram-se perdidamente e pensaram até em fugir. Mas na tradição cigana esse amor era impossível, 7 Saias contou a sua família o que se passava em seu coração, e obviamente foi reprimida, e seu pai, já decidido a casá-la com outro cigano a quem já havia prometido a mão, resolveu levantar acampamento e ir de encontro a outra família. A 7 Saias nem pode se despedir de seu namorado, pois ficou fechada em sua tenda sendo vigiada até o dia da viagem.
Durante o percurso uma dor insuportável tomava seu peito, pensando por que o amor tinha de ser tão cruel? Tão dolorido? Apenas a tristeza lhe tomava o peito, um enorme nó na garganta, assim nem conseguiu comer. E isso continuou por dias... dias e dias... até chegarem ao local aonde a outra família estava instalada.
Seus pais pensavam que esse amor de jovem passaria, e que ao conhecer seu noivo 7 Saias se encantaria novamente e seria muito feliz. Afinal já haviam visto tantos casos de ciganas que ameaçavam fugir, se matar pra não casar com o noivo escolhido pela família e depois estarem felizes no casamento. Esperavam isso pra filha deles.
Contudo não foi isso que aconteceu. A 7 Saias continuou na sua tristeza profunda, reclusa, sem se alimentar direito, apenas com aquele olhar triste e perdido para o céu.
Até que chegou o dia do casamento, porém a família que esperava naquele dia estar festejando o enlace da filha tão querida estava ferida no coração, com muita dor. A família do noivo recebeu então ao invés da noiva tão esperada para o filho, o corpo de uma jovem e bela cigana morta. Então ao invés de casamento, as duas famílias celebraram um funeral.
Como ultima homenagem, a mãe vestiu 7 Saias com sua saia favorita, a que tinha 7 véus coloridos como o arco íris.
Assim seu espírito ajuda aqueles que sofrem com problemas de amor, pede pra Dona 7 Saias que ela lhe ajudará. E o que ela une nada irá separar.
A lenda conta que a  Cigana Sete Saias foi apaixonada por um moço “não cigano” o que seus pais não aceitavam… e proibida de viver este amor parou de comer até vir a falecer.  Quando seu corpo estava sendo preparado para velar, sua mãe trouxe suas sete saias favoritas e colocou a seus pés para poder rodar e jogar cartas nos caminhos do astral superior.  A moça chegando as astral, foi recebida por Santa Sara a qual a designou a proteger e ajudar todas as moças que choravam por seus amores proibidos e impossíveis…  É a esta entidade poderosa que as mais serias mandingas de amor são realizadas…  e há quem diga que o que a Cigana Sete Saias Une… Ninguém separa!  Esta pomba-gira gosta de receber suas oferendas e presentes nas encruzilhadas de campo e preferencialmente as 18:00 nas sexta-feiras de lua cheia.  Nas suas oferendas não pode faltar perfume de flores ou gardênia… sua velas são coloridas quase sempre vermelhas, brancas e Rosas… que são as cores que simbolizam o sexo, o amor e a tranqüilidade nas relações.  “Há quem diga que ela vem dos cruzeiros… há quem diga que ela vem do luar… me diga oh meu Deus de onde vem Pomba-Gira Sete Saias e onde ela quer trabalhar!?”  Saravá cigana Sete Saias!
SALVE SETE SAIAS


minha boa e gloriosa princesa pelos 7 EXUS que acompanham seus passos, rogo e suplico que amarre **** nos nós de suas saias e nos 7 Guizos de sua roupa. Vou divulgar seu nome em troca deste pedido de trazer ****hoje e sempre comigo, para que ele se torne meu e ainda hoje pense em mim e me mande uma mensagem e retorne logo, pois não conseguirá ficar longe de mim, pois terá medo de me perder, que venha dizendo que me quer sempre junto dele. Assim seja e assim será! E assim está feito! Eu profetizo em nome do pai do filho do espírito santo, que **** vai voltar para sempre o mais rápido possível, confio nas falanges da pomba gira rainha das 7 encruzilhadas, cada vez que for lida essa oração mais forte ela se fará, por isso vou mandar aos 4 cantos do mundo pedindo a mãe que me conceda o pedido de estar com ****. Sei que os espíritos das falanges de POMBA GIRA já estão soprando no ouvido dele o meu nome de dia e de noite, ele daqui mais um pouco não vai comer, dormir ou fazer alguma coisa a não ser se estiver comigo, confio no poder das 7 Encruzilhadas e vou continuar divulgando esta oração poderosa.


 Minha Cigana Sete Saias,poderosa...me trouxe o grande amor da minha vida.
Tenho esperança na sua Gira,para que eu possa desfrutar eternamente desse meu amor.
E com isso,procuro ser uma pessoa cada vez melhor,por merecimento a minha Cigana e essa Falange especial,protetora das mulheres.

Salve Sete Saias!!!

Postado por Fatima Amaya Silva / Gypys Alexanra  Amaya Marquéz.

Maria Eulália ou Dona Maria Mulanbo.

DONA MARIA EULÁLIA
DONA MARIA EULÁLIA
INTEGRA A FALANGE DE DONA MARIA MULAMBO.

MARIA EULÁLIA, APESAR DE USAR O NOME MARIA MULAMBO DAS ALMAS.
COMO A MAIORIA DAS POMBAS GIRAS, QUANDO ENCARNADA, VIVEU DURAMENTE.


FOI CASADA COM UM HOMEM VIOLENTO E SOFREU FÍSICA E EMOCIONALMENTE
POR ELA E SUA FAMÍLIA. 
DISSE-ME QUE EM MOMENTO OPORTUNO, REVELARIA MAIS SOBRE SUA VIDA E COMO TORNOU-SE POMBA GIRA DE MARIA MULAMBO.

APRESENTA-SE NA UMBANDA COMO UMA MULHER MUITO BENEVOLENTE PARA
COM AS PESSOAS QUE TÊM SÉRIOS PROBLEMAS FAMILIARES.


É SUAVE, MEIGA E RESERVADA, MAS COM UMA EXTRAORDINARIA FORÇA MORAL





DONA MARIA EULÁLIA



MARIA MULAMBO, como energia principal, sem suas variantes determinadas pelo carma, pela evolução, mostra-se quase sempre bonita, feminina, amável, elegante, sedutora. Porém reservada.
A sua missão consiste é tratar do lixo espiritual em que a maioria das pessoas vivem, eliminar a baixa vibração emanada pela mente das pessoas despreparadas para enfrentar o dia-a-dia.
Em eliminar angustia e desespero dos humanos, fazendo em que acreditem em si mesmos, e no seu potencial divino.
Eliminar do campo vibracional as energias nocivas que afastam o ser humano da parte divina a qual pertencem.

Este é o seu fundamento. Talvez a mais conhecida seja Maria Molambo da Lixeira, ela é uma entidade que trabalha para os dois lados, ou seja tanto para o bem e para mal.
Mas não pense que ela é uma entidade voltada para fazer o mal, os homens sim, os encarnados sim que ao invés de evoluirem se perdem nas teias da evolução, transgredindo leis cósmicas.
Talvez seja por essa vertente da entidade que a maioria rotula a falange como sendo ligada a degradação e a miséria, por receber seus EBÓS próxima a local de lixos.

Mas quero salientar que como toda POMBA GIRA ela recebe fora da morada que muitos determinam, pois o local certo para oferecer os axés é dentro dos limites da casa religiosa, a menos é claro que a casa utilize apenas as energias negativas de cada entidade, ou se não tem controle sobre as energias EGUNS. 
Pior se manter o preconceito sobre as pombas giras e exus não diferenciando dos kiumbas.
Sim, POMBAS GIRAS são eguns, pois pertencem a legiões de entidades que após desencarnarem ficam no lado espiritual servindo para buscar um melhor equilibrio e quando retornar já ter sanado a maioria dos débitos e recebidos seus créditos que com certeza a medida que evolui menos cobra, e muito mais doa.
Como as demais falanges as MULAMBOS também tem suas representantes em vários locais, como cemitério, praia, campina, estradas, etc

O que a maioria determina como cruzados nada mais é que variantes de uma entidade que utiliza um nome conhecido para manter a comunicação em várias linhas de comunicação espiritual, interligando encarnados e desencartados, pois embora a distância entre uma entidade espiritual do nível de exus ou pombas giras, ou ciganas, boiadeiros, caboclos de penas, e tantos entidades mais, seja enorme entre elas e os ORIXÁS, elas mantem um fio condutor com a energia mestra que de maneira escalonada sobe até o mais alto.
Evolução
Por esse motivo defendemos a vertente que não necessáriamente deve-se despachar seus EBÓS em locais sujos e degradantes, mas sim e principalmente como as demais entidades formadoras da falange das MULAMBOS, usar o poder de fé desta entidade para trabalhar para o bem é o que nós desejamos e sempre quando pedirmos favores a MARIA MOLAMBO DO LIXO seja sempre, e somente para nos proteger de danos e feitiços e para limpar os YLÊS de energias grosseiras, e fazemos suas entregas em cruzeiros, campinas, bosques, etc como as demais entidades.
Defendo que se busque a manifestação na maneira mais revigorante, energeticamente elevada para que possa nos conduzir para a liberdade carmica grosseiras, e não nos manter agregados as algemas de compromissos obscuros, maldades, pois cada vez que usamos energias espirituais para prejudicar alguém, seja com a desculpa que for, ficamos atrelados ao efeito pois nós somos a causa.
Buscar entidade na sua forma inferior e usa-la para o mal forçamos as entidades a situações negativas, impossibilitamos sua elevação mas nos degradamos juntos, ao invés que se buscarmos as entidades mesmo na forma negativa, inferior para algo superior todos sairão ganhando.
Para desmanchar trabalhos para o mal é uma das giras mais poderosas, pois conhece a arte da MAGIA NEGRA como ninguém! 
POMBO-GIRA MARIA MULAMBO é considerada rainha dos pobres e necessitados tanto de ajuda física quanto espiritual, em seus trabalhos esta sempre socorrendo aqueles que necessitam.
Formando a poderosa falange de MARIA MULAMBO, esta a entidade MARIA FARRAPO que nesta linhagem trabalha para eliminar vicios da bebida, unindo familia, acalmando jovens rebeldes. 
Também temos exu Mulambo, exu do Lixo, exu 7 Cacos, exu Mortalha.
Gostam de bebidas suaves como vinhos doces, licores, cidra, champanhe, anis, E gosta dos cigarros e cigarrilhas de boa qualidade, assim como também lhe atrai o luxo, o brilho e o destaque.
Usa sempre muitos colares, anéis, brincos, pulseiras, fitas, purpurina, flores, frutas, etc.
É comum em suas oferendas a solicitação de galhos de arruda, de guiné, malva cheirosa, que servem para enfeitar a mesa. Essas poderosas folhas com seus axés servem para quebrar as energias mais densas.
A falange MARIA MULAMBO é composta de milhares de MARIAS, cada qual com sua história verdadeira ou alegórica, mas com certeza todas vinculadas a lider. Principalmente por ligação cármica.
A postura, a maneira de falar, dançar, vestir tem mais a ver com a conduta dos médios do que com as personalidades individuais das POMBAS GIRA.
Não importa se MULAMBO trabalha, tem seu axé na beira da praia, na porta do cabaré, dentro do cemitério, ou dentro de uma casa modesta, onde alguém implora sua ajuda, ou de um palácio.
Terá sempre a postura da sua lider, e com o firme propósito de elevação.
Os trajes, suas vestimentas não variam muito de uma casa religiosa para outra, embora sofra a influência dos chefes da casa e claro da supervisão das MULAMBOS.
As cores e características são muito voltada par a identificação dos fundamentos da falange.
As cores podem sofrer também a influência das energias a que estão vinculadas e servindo de intermediárias como fiéis guardiãos e equilibradoras das energias.
Por exemplo se estão vinculadas a IANSÃ usarão além do preto, branco e do vermelho, rendas e vermelhas tranparentes que estão mais ligadas com a ORIXÁ do vento.
Se por outro lado estiverem vinculadas a OXUM, usaram amarelo junto com suas cores tradicionais, bem como a atuação que a entidade estejem envolvida, cemitério, praia, estrada, encruzilhada, igreja, cabaré, praça, lixão.


POMBA - GIRA PAGÃ ./ POMBA-GIRA DAMA DA NOITE

POMBA GIRA PAGÃ, O CAMINHO DA REABILITAÇÃO




Escrevi exaustivamente sobre as diferenças entre as Pombas Giras Guardiãs e as Kiumbas que fazem-se passar por Pombas Giras e só enganam aos incautos inexperientes.

Escrevi novamente de modo exaustivo, sobre quem realmente são as Guardiãs.

Agora abordarei um tema polemico: POMBA GIRA PAGÃ. 

Existem na erraticidade ( planos dos desencarnados) muitos níveis de evolução.
Os espíritos ditos genericamente obsessores, têm uma enorme variação de consciência de sua situação e do que acontece nas diversas colonias espirituais, ou moradas vibracionais temporárias, como as chama Maria Mulambo.
Sua insistencia em permanecer junto aos encarnados, apegados à situações, paixões e necessidades de sensações materializadas, ocorrem por uma infinidade de motivos.
Os espíritos inofensivos que apenas estão inconscientes de sua condição de desencarnados, ou mesmo que tenham consciência, mas não aceitem o desligamento com a matéria e as questões pertinentes a sua vida enquanto encarnado, podem ser facilmente encaminhados às suas devidas colonias por atitudes de seus entes queridos encarnados, como: orações sinceras e com fé, ou ainda como a frequência a um Centro Kardecista ou Centro de Umbanda. Em geral, os espíritos perdidos e sofredores que não intencionam causar danos aos encarnados são resgatados, orientados e conduzidos pelas queridas Pombas Giras Guardiãs das Almas.

Entretanto, os obsessores sedentos de vinganças ( que na maioria das vezes, acreditam estarem certos em suas cobranças ) como os que foram assassinados, violentados, mal tratados, espancados, explorados, humilhados, torturados, perseguidos, prejudicados financeiramente, traídos por seus amantes, etc.
Esses espíritos são obstinados, eles não conseguem ver além de sua dor, estão saturados de revolta e na tentativa de minimizarem seu sofrimento, tentam fazer com que seus algozes, paguem o que devem.
Isso é fácil de entender é típico do ser humano!
Essas perseguições podem se ocorrerem por muitas encarnações, não somente pela a atual ou a imediatamente anterior.

O grupo mais perigoso de espíritos maléficos, que são os mentores das trevas e os magos negros, usam os espíritos dos grupos acima citados, como instrumentos de seus planos de ataques aos encarnados. Esse tipo de ser, não quer e não tem, ainda, condições de evolução, segundo as leis e preceitos divinos. Não aceitam Luz e ainda ironizam os seres de bem.

Quando citei as funções das Pombas Giras do Lodo, em que elas impediam o assédio de seres maléficos ,aos espíritos em recuperações nas zonas umbralinas, estava referindo-me justamente à esse grupo.

Quando os Guardiões Exús e Pombas Giras, capturam um kiumba, eles os encaminham ao local mais adequado à esse espírito, no momento. E muitos deles, após tratamento, são convidados à ingressarem nas falanges dos Guardiões. Esses espíritos estariam sobre liberdade vigiada. Num processo de reconhecimento de seus erros, consciência e arrependimento, trabalho e evolução. O que é fácil de se verificar, pois não se engana Guardião!

Os espíritos chamados Kiumbas que são aceitos nas falanges dos Guardiões Exús e Guardiãs Pombas Giras, à priori, não são mais considerados kiumbas, mas ainda não são e não podem ser considerados Guardiões. São então denominados EXU PAGÃO E POMBA GIRA PAGÃ (NADA TEM HAVER COM RELIGIÕES PAGÃS)

Eles estão sobre observação constante e sua elevação à EXÚ BATIZADO OU POMBA GIRA BATIZADA, depende de seu trabalho e conduta. Passam por momentos de provações e tentações muito difíceis e estão sempre sendo assediados à fazerem o mal. Como muitos deles ainda tem o cérebro perispiritual com muitas lembranças de sensações da matéria, caem em tentação por oferecimentos feitos por médiuns e consulentes escusos, que têm dupla responsabilidade: a do mal que pedem para alguém e a do mal que fazem ao se aproveitarem da fragilidade moral da entidade que invocam.

Mas a grande maioria dos EXÚS PAGÃOS E POMBAS GIRAS PAGÃS, consegue à duras penas e com a ajuda, cobrança e aconselhamento dos Guardiões, evoluírem à uma condição espiritual mais digna e conscienciosa de bem e mal e certo e errado.

Essa Pomba Gira Pagã, enquanto subordinada às regras, só pode tomar atitudes com a permissão da Guardiã imediatamente superior a ela, responsável por seu aprendizado. 
Quando for de fato aceita, como Pomba Gira Guardiã, passará a usar o nome de identificação da falange, então será mais um espírito a engrossar a falange de Maria Mulambo, Maria Padilha, Rosa Caveira etc. 
Será mais uma das milhares de "Marias" ou "Rosas", e com certeza, muito orgulhosa, pois só ela saberá o que passou, encarnada e na erraticidade, quantos erros e acertos cometeu, quanto mal fez, quantos pecados pagou, quantos infernos visitou para receber o benefício e o título, que para muitos ingenuos é sinônimo de ironia, escárnio ou maldição:

"POMBA GIRA GUARDIÃ, a milícia do Astral
temente às leis do Criador e combatentes do mal".

Então a expressão POMBA GIRA PAGÃ, deve ser revista e reconceituada com respeito e deixando de ser usada somente de modo depreciativo.
LAROIÊ POMBAS GIRAS!




POMBA-GIRA DAMA DA NOITE 
Pomba Gira Dama da noite

Seu nome Carmem, era órfa de pai e mãe, morava com os tios que a tratavam como escrava por anos, nunca soube o sentido da palavra felicidade. Analfabeta, somente conhecia os segredos da cozinha e da limpeza que era obrigada a fazer diariamente. 
O assédio de seu primo tornara-se insuportável conforme crescia em formas e beleza. Tanto o rapaz insistiu que acabou levando-a para a cama, onde foram flagrados pela velha tia, que em nenhum momento duvidou da palavra do filho que acusava a moça de seduzi-lo dia após dia. 
De nada valeram os apelos e juras de inocência. Fora colocada na rua sem um tostão e apenas com a roupa do corpo. Agora estava ali perambulando por ruas que não conhecia em uma noite escura e com lágrimas correndo pelo belo rosto.
Um homem aproximou-se dela: - O que faz uma moça tão bonita perdida por aqui? E porque chora? Desalentada, começou a falar tudo que havia se passado. Não tinha nada a perder. Quem sabe aquele rapaz não a ajudaria? Fora o único que mostrara interesse no seu drama. Após ouvir tudo ele disse: - Venha comigo, tenho um lugar para você ficar! Sem outra opção a jovem o seguiu. Entraram em um casarão escuro em que somente uma pequena luz bruxuleava. 
Uma senhora vestida e maquiada com extravagância para àquela hora da noite, atendeu-os prontamente: - Mais uma menina, Jorginho? De maneira brusca, o rapaz agarrou a mulher pelo braço e sussurrou-lhe: - Esta é minha, vou querer somente para mim! - Calma lá garotão! Se você pagar não vejo motivo para que não seja sua. A partir desse momento Carmem transformou-se em mais uma menina da famosa Madame Eglantine. A principio deitava-se com Jorge pela gratidão, aos poucos, porém foi tomando-se de amores pelo rapaz, que em pouco tempo enjoou do que tinha com facilidade. 
Depois de dois meses de amor incondicional, o rapaz procurou pela Madame e falou: - Já está na hora da garota fazer a vida, não tenho mais como pagar pela sua estadia aqui. Eglantine sorriu com desdém, pois já sabia que o final seria esse, não era a primeira que passava por isso em sua casa. 
Ao ser informada de suas novas atribuições, a moça desesperou-se, chorou uma tarde inteira, mas sem ter como fugir da situação preparou-se para cumprir o combinado. Sentada no grande salão mal iluminado Carmem aguardava. 
Cada vez que uma das meninas subia acompanhada de alguém, ela suspirava de alivio por não ter sido escolhida. No entanto, quando já achava que estaria livre por aquela noite, Madame aparece com um senhor: - 
Querida, trate muito bem o Comendador Belizário, ele é prata da casa! Ao olhar o homem sentiu o estômago revirar, ele podia ser seu avô! Eglantine percebeu e fixou um olhar gélido sobre ela: - Leve-o para seu quarto e faça tudo para agradá-lo. Com os pés pesados ela subiu as escadas que a levariam para o sacrifício, puxando o comendador pela mão. O velho fungava em sua nuca e ela tentava desviar do contato, ao sentir o hálito mal cheiroso não resistiu pediu que ele a soltasse e o empurrou com violência. 
Isso somente excitou mais o homem que agora literalmente babava em seu pescoço. Instintivamente agarrou a haste de bronze do abajur e desferiu com ódio na cabeça de Belizário. O sangue correu imediatamente manchando seu seio. Mas o velho não caiu, tomado de ira, apertou o pescoço da jovem até que, com os olhos vidrados, ela deu o último suspiro. Assustado pelo que fizera e com o sangue escorrendo pelo rosto, o comendador correu para as escadas onde tropeçou e rolou caindo morto no meio do salão de Madame Eglantine. 
Durante muitos anos o espírito de Carmem vagou por regiões escuras onde reviu e reviveu carmas e pecados de vidas anteriores. Amparada por linhas auxiliares começou seu trabalho de evolução espiritual utilizando a roupagem da Pomba-Gira Dama da Noite. Quem já se consultou com essa grande mulher sabe dos ótimos conselhos que ela sempre distribui entre sorrisos gentis e calorosos. Laroiê a Dama da Noite!


Pomba Gira Rainha / Maria Padilha Rainha do Cabaré

Falange  das Pomba  Gira  Rainha


Pomba Gira Rainha

Pomba Gira Rainha

A expressão Pomba Gira rainha, refere-se a uma falange. Algumas Pombas Giras de outras falanges, utilizam-no como complementação simbólica, fazendo uma referência a alguma de suas encarnações ou como uma espécie de irreverência entre elas.

A falange Pomba Gira teve sua formação hierárquica oroginal composta por espíritos que viveram como mulheres inseridas nas camadas da nobreza e burguesia européia, especialmente a francesa e a espanhola, entre os séculos
12 e 19.
Essas mulheres eram rainhas,imperatrizes, princesas, condessas, duquesas, baronesas, marquesas, viscondessas.
Muitas dessas entidades usam em sua forma perispiritual, a aparência que tinham nessa encarnação, com todos os aparatos e vestuários da época. Mas o fato de usarem a roupagem fluídica de nobres desse período da história e de usarem a identificação "Rainha", não quer dizer que tenham encarnado apenas nessas circunstâncias, e que nessa falange não existam espíritos com histórias anteriores e posteriores a esse período. Aliás, é muito comum as Pombas Giras terem vivido as mais diferentes experiências de vida, encarnadas ou na erraticidade.

Apresentam-se nobres, altivas, educadas, requintadas e elegantes, sendo muito vaidosas. Além disso são muito agradáveis, cultas, alegres, leves e excelentes facilitadoras da vida de seus médiuns. As Pombas Giras Rainhas, raramente incorporam e na maioria das vezes, seus protegidos, sequer sabem de sua existência, ou tem interesse por esse tipo de vivência religiosa-espiritual. 
Esses protegidosem geral são pessoas que seguem religiões tradicionais e que muito provavelmente irão passar por essa existência sem nunca terem falado com uma Pomba Gira. 
Algumas vezes, quando essas pessoas, têm um canal mediúnico mais aberto e percebem a presença da entidade, costumam ficar apavorados, já que lhes falta intimidade com esse universo, e dependendo da religião que sigam, acham que estão sendo influenciados por espíritos malignos ou algo pior!

Os espíritos que pertencem a essa falange, costumam ter em comum, as experiências encarnatórias com histórias de luxo, poder, sensualidade. O que os torna atípicos, quando se pensa as Pombas Giras como espíritos de mulheres que viveram sem recursos materiais e que tiveram que lutar para sobreviver ( o que de fato se deu com a maioria).
Mas como já mencionei, as Guardiãs são espíritos muito, muito experientes em diversas circunstâncias existenciais.

As Pombas Giras Rainhas são ótimas auxiliadoras e conselheiras, embora o termo Rainha possa indicar superioridade, arrogância ou frivolidade. São como todos os espíritos de Pombas Giras, sem nenhum grau de superioridade ou inferioridade em relação aos demais. São seres humanos desencarnados, com qualidades e deficiências, trabalhando para crescerem e em busca da paz, alcançada somente pelos justos.

ALGUMAS POMBAS GIRAS RAINHAS:
Pomba Gira Rainha da Encruzilhada
Pomba Gira Rainha das Sete Encruzilhadas
Pomba Gira Rainha da Calunga
Pomba Gira Rainha do Cruzeiro
Pomba Gira Rainha das Almas
Pomba Gira Rainha da Lira
Pomba Gira Rainha da Tronqueira
Pomba Gira Rainha do Cruzeiro das Almas
Pomba Gira Rainha do Oriente
Pomba Gira Rainha Cigana
Pomba Gira Rainha do Cabaré
Pomba Gira Rainha da Praia

CORES: variadas.(dourada, verde esmeralda, azul royal, vermelha, vermelha e preta, preta e branca, preta, mas quase sempre acompanhadas de dourado)
OFERENDAS: mais requintadas, serão citadas nesse e em outros blogs meus.
VELAS: vermelhas, vermelha e preta, douradas, brancas
(NOTA) POMBAS GIRAS PODEM USAR QUALQUER COR DE VELAS NOS SEUS TRABALHOS.
NOS PONTOS DE FIRMEZA É QUE SEMPRE USAM AS ESPECÍFICAS DA FALANGE E FUNÇÃO, NORMALMENTE AS VERMELHAS, VERMELHAS E PRETAS, PRETAS.
AUXILIAM MAIS ESPECIFICAMENTE: sucesso na carreira, estabilidade, proteção, ascenção social, amor, união e harmonia familiar, viagens, estudos, projetos culturais,etc.



Maria Padilha  Rainha do Cabaré
Maria Padilha  Rainha do Cabaré

A Pomba Gira Maria Padilha é a Rainha do Reino da Lira é também conhecida como, Rainha do Cabaré.

A Pomba Gira representa o poder feminino feiticeiro. Ela pode ter muitos maridos, que se tornam seus escravos, ou empregados.

Mulher do Exú Rei das sete liras ou Exu Lúcifer. É bonita, jovem, sedutora elegante, feminina, mas também tem vidência, é certeira e sempre tem algum conselho para quem sofre por amor. Sua força também é usada para desmanchar feitiços pedir proteção e curar doenças. 
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Ela foi espanhola, foi Rainha dona de castelo e adorava bacalhau, queijos e vinhos, claro que hoje estando evoluida , não mais nessa matéria aceita as oferendas comuns, mas ela é muito fina, sabe bem o que é bom, gosta de jóias, roupas feitas de bons tecidos, adora saia com muitos babados, pois como disse foi espanhola, adora um leque.


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Ela é uma pombagira que adora belas roupas, gosta de ser bem cuidada, joga cartas , sabe ser amiga de seus cavalos e sabe o que diz, vem a terra a trabalho e não a passeio.


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Diz a sua história que quando passou pela terra foi dona de um cabaré muito famoso,onde se fez tornar uma mulher marcante na sociedade da época. Amar ? Amou sim, uma vez só e por ter sofrido por um grande amor resolveu não se entregar nunca mais a ninguém. Foi uma mulher bem sucedida e se tornou rica, muito rica... Ela tinha um dom que lhe acompanhava desde menina o dom das cartas o misterioso Futuro no qual ela o adivinhava,este dom vem dos seus antepassados pois ela vem de uma família Espanhola...


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maria padilha

rainha do cabaré

ela chega de mancinho

venha ver quem ela é

ela é rainha

ela é mulher

ela é maria padilha rainha do cabaré
Maria Padilha Rainha do Cabaré, mais uma das Pombagiras que visam o zelo pelas coisas do coração e do dinheiro.

RAINHA DO CABARÉ......



É a Rainha do reino da lira.

"Lira é uma cidade africana, que fica nas fronteiras orientais do Reino Baganda, de lá venho eu...” também conhecida como” Rainha do Candomblé” ou Rainha das Marias.

Rainha do candomblé não pelo culto africanista aos Orixás, senão por ser essa palavra o sinônimo de dança e música ritual.

Devemos dizer que a Pombagira representa o poder feminino feiticeiro, comparável com as Iyami Oxorongá dos iorubás.

Ela pode ter muitos maridos, que se tornam seus "escravos" ou empregados. Em terras bantas é originalmente chamada de “Aluvaia-Pombagira" , está é uma palavra africana de um idioma do povo banto (Angola), erroneamente confundido por algumas pessoas desinformadas com palavras do português “pomba um pássaro” e "gira sentido de movimento circular”.

Mulher de Exu rei das 7 Liras ou Exu Lúcifer como é conhecido nas kimbandas.
É bonita, jovem, sedutora, elegante, feminina, mas também tem vidência, é certeira e sempre tem algum conselho para dar.

Os Companheiros de D. Cabaré Maria Padilha "Rainha" do Cabaré, é a grande dama da malandragem; tanto que em suas festas os Malandros (Zé Pilintra, Zé Malandro, Zé do Catimbó, entre outros), são presença marcantes em sua festa; porém sabemos que esta grande mulher que tem 7 amores; tem muitos companheiros; que estão fora da malandragem.


É a Rainha do reino da lira, "Lira é uma cidade africana, que fica nas fronteiras orientais do Reino Baganda, de lá venho eu...” também conhecida como” Rainha do Candomblé” ou Rainha das Marias.

            Rainha do candomblé não pelo culto africanista aos Orixás, senão por ser essa palavra o sinônimo de dança e música ritual.

Devemos dizer que a Pombagira representa o poder feminino feiticeiro, comparável com as Iyami Oxorongá dos iorubás. Ela pode ter muitos maridos, que se tornam seus "escravos" ou empregados.

            Em terras bantas é originalmente chamada de “Aluvaia-Pombagira", está é uma palavra africana de um idioma do povo banto (Angola), erroneamente confundido por algumas pessoas desinformadas com palavras do português “pomba um pássaro” e "gira sentido de movimento circular”.

Mulher de Exu rei das 7 Liras ou Exu Lúcifer como é conhecido nas kimbandas.

             É bonita, jovem, sedutora, elegante, feminina, mas também tem vidência, é certeira e sempre tem algum conselho para aqueles que estão sofrendo por um amor, mas também é usada a sua força para desmanchar feitiços, para pedir proteção e curar várias doenças.

 Mas não se engane, pois ela gosta de ser respeitada e admirada e é ponta de agulha, quem brinca com ela geralmente vai morar na sepultura.

Sua característica principal é ser uma pombagira festeira adora festas com ritualísticas e alegria daí ser chamada de rainha do candomblé.

           Prefere bebidas suaves, vinhos doces, licores, cidra, champagne, anis etc...

           Gosta de cigarros e cigarrilhas de boa qualidade, assim como também lhe atrai o luxo, o brilho, destaque, flores e perfumes, usa sempre muitos colares, anéis, brincos, pulseiras etc...

Maria Padilha se divide em muitos outros caminhos, para melhor reverencia-la:

Maria Padilha Rainha dos 7 Cruzeiros da Kalunga

Maria Padilha Rainha das 7 Encruzilhadas

Maria Padilha Rainha dos Infernos

Maria Padilha Rainha das Almas

Maria Padilha das Portas do Cabaré

Maria Padilha Rainha das 7 Navalhas (ou facas)

Maria Padilha Rainha da Figueira

Entre tantas outras...

Então, já que tivemos a oportunidade de conhecermos um pouco mais dessa sedutora e misteriosa pombagira, vamos sempre lembra-la e admira-la não só por sua beleza mais sim também por seus feitos.

Larôie Pombagira.