Optchá meu Povo Cigano!!

Optchá meu Povo Cigano!!
Fatima Silva Amaya

Gitana Fatima Silva Amaya

14 de março de 2011

Pomba Gira Rosa Caveira


Bom essa Lenda que será contada aqui, pertence à uma de suas vidas passadas, lembrado que nem sempre a Rosa Caveira que incorpora em Cicrano, é a mesma que incorpora Fulano. Então a historia poderá ser diferente da outra, mas sempre será a mesma Rosa Caveira. Larôye Pomba Gira.
Ela viveu aproximadamente á 2.300 anos antes de Cristo, na região da Mongólia, os seus pais eram agricultores e tinham muita terra. Ela era uma das 7 filhas do casal, sendo que seu nascimento, deu-se na primavera e a mãe dela tinha um jardim muito grande de rosas vermelhas e amarelas, que rodeava toda sua casa. E foi nesse jardim, onde ocorreu seu parto. Seus pais além de serem agricultores, também eram feiticeiros, mas só praticavam o bem para aqueles que os procuravam, e sua mãe tinha muita fé em um cruzeiro que existia atrás de sua casa no meio do jardim, onde seus parentes eram enterrados. No parto da Rosa Caveira, a mãe estava com problemas, e dificultava o nascimento da mesma e estava perdendo muito sangue, podendo até morrer no parto. Foi quando a avó da Rosa Caveira que já havia falecido há muito tempo, e estava sepultada naquele cemitério atrás de sua casa, vendo o sofrimento de sua filha, veio espiritualmente ajuda-la no parto, sendo que sua mãe com muita dificuldade e a ajuda de sua avó (falecida), conseguiu dar a luz a Rosa Caveira, e como prova de seu Amor a neta, sua avó, colocou em sua volta, várias Rosas Amarelas e pediu a sua filha que a batiza-se com o nome de ROSA CAVEIRA, pelo fato dela ter nascido em um jardim repleto de Rosas e encima de um Campo Santo (cemitério), e também por causa da aparência Astral de sua mãe (avó), que aparentava uma Caveira. E em agradecimento a ajuda da mesma, ela colocou uma Rosa Amarela em seu peito e segurando a mão de sua mãe, a batizou com o nome de ROSA CAVEIRA DO CRUZEIRO, conhecida com o nome popular de Rosa Caveira.
Ela cresceu com as irmãs, mas sempre foi tratada de modo diferente pela suas irmãs, sempre quando chegava a data de seu aniversario sua avó ia visitá-la (espiritualmente), e por causa destas visitas e carinho que seus pais tinham a ela, suas irmãs começaram a ficar com ciúmes e começaram a maltratar a Rosa, debochar dela, chamar ela de amaldiçoada pois havia nascido encima de um Campo Santo e seu parto feito por uma morta, de caveira dos infernos, etc. E a cada dia que se passava, Rosa ficava com mais raiva de suas irmãs. Então ela pediu para seus pais, que ensinasse a trabalhar com magia, mas não para fazer maldade, mas sim para sua própria defesa, e ajuda de pessoas que por ventura a fosse procurar. Sua avó vinha sempre lhe dizer que ela precisaria se cuidar, pois coisas muito graves estariam para acontecer. Seu pai muito atencioso a ensinou tudo o que ela poderia apreender, e também ensinou-a a manejar espadas, lanças, punhais, ou seja, armas em geral. Sua mãe lhe ensinou tudo o que poderia ser feito com ervas, porções, perfumes, e principalmente o que se poderia fazer em um Cruzeiro. Foi ai que suas irmãs ficaram com mais raiva ainda, pois ela estava sendo preparada para ser uma grande Feiticeira, e sendo ajudada por seus Pais e sua Avó, e zombava mais ainda dela, chamando-a de mulher misturada com homem e demônio, uma aberração da natureza, não por causa de sua aparência, pois ela era linda, mas sim por vir ao mundo nas mãos de uma Caveira (sua avó), e ter nascido encima de um cemitério.
Suas irmãs se casaram com agricultores da região, porém uma de suas irmãs (a mais velha), se aperfeiçoou em Magia Negra, e por vingança do carinho e a presteza que seus Pais davam a Rosa e não a elas, não porque seus pais gostavam mais dela, pois eles tinham amor igual a todas, mas Rosa demonstrava mais interesse do que as outras, ela fez um feitiço que matou seus pais. A Rosa com muita raiva, matou sua irmã e seu marido. As outras irmãs com medo dela, juraram lealdade a ela e nunca mais zombaram dela.
Aos 19 anos ela saiu ao mundo querendo descobrir algo novo em sua vida, foi quando ela conheceu um homem (Mago) que tinha 77 anos, e juntos com seus 4 irmãos, ele foi ensinando a ela varias magias e feitiços, tudo sobre a vingança, o ódio, a dor, pois esse homem era o Mago mais odiado e temido da redondeza pelos Senhores Feudais e Magos Negros. Vivia em um cemitério com seus 4 irmãos e discípulos. Ela aprendeu a ver o futuro e fazer várias Magias de um modo diferente, sempre usava um crânio tanto humano como de animal e em sua boca colocava uma rosa amarela, foi quando em uma de suas visões, viu suas irmãs planejarem sua morte. Ela por sua vez muito esperta, fez uma Magia, que matou todas suas irmãs. Após fazer isso ela voltou a companhia do mago, e com sua ajuda percorreu várias aldeias, causando guerras para fazer justiça e para livrar os povos dos Senhores Feudais, e também livrar esses povos de encantos de Magos Negros e Feiticeiros Malignos, e por causa disso ela era muito venerada, adorada e respeita por todos. Aos 99 anos, seu amado e seu mestre, morreu e ela assumiu seu lugar junto com o irmão mais velho do mago.
Aos 77 anos ela foi traída por um dos irmãos do mago falecido, o terceiro irmão, que a entregou a um mago que estava a sua procura, este Mago era um dos mais temidos e perversos e que sabia o ponto fraco dela. Com a ajuda desse irmão, esse Mago a matou, e degolou a Rosa e entregou sua cabeça em uma bandeja de ouro rodeada de rosas vermelhas, para os Espíritos dos Magos Negros. Após isso ela ficou aprisionada espiritualmente por esse mago até ser liberta pelo seu amado e mestre o mago falecido, que entregou a falange do Exu Caveira. O irmão do mago que a traiu, foi morto 3 anos depois pela própria Rosa, que deu sua alma de presente a seu Amado e Mestre, se tornando assim seu escravo.
Foi ai que ela começou a trabalhar na linha das almas e ficou conhecida como Rosa Caveira (Pomba-Gira Guerreira e Justiceira), pois em sua apresentação astral ela vem em forma de mulher ou caveira, ou meio a meio sempre com uma Rosa amarela em suas mãos e uma caveira aos seus pés, caveira esta que representa, todos seus inimigos que cruzam seu caminho.
Trabalha na linha das almas e faz parte da falange do Exu Caveira e Tava Caveira
Seu ponto de força, é no cruzeiro das almas, onde são entregues seus pedidos e oferendas.
Sua Flor preferida é Rosa Amarela
Sua guia é, preto e branco ou amarelo e preto.
Pertence a linha negativa dos pretos velhos.
Pontos
Rosa amarela, rosa vermelha
Lá no cemitério onde mora Rosa Caveira

12 de março de 2011

Dia Cigano


Mês de Abril...
Entre tantas outras comemorações que encontramos escondidas neste mês,
também nos deparamos com o Dia Internacional dos Ciganos!
Uma data muito importante para o Povo Cigano.
Ocasião de reconhecimento de sua História, Cultura, Língua...
Uma data ainda desconhecida pela maioria das pessoas e pouco divulgada pelo Mundo, mas igualmente importante, pois nos leva a atenção para a discriminação que em muitas ocasiões às Comunidades Ciganas sofrem.
Um Povo sofrido, que carrega em suas veias a doçura da magia... a alegria da dança.... a poesia da vida!
A fé! A caminhada pela liberdade! A sabedoria antiga!
E o sofrimento de seus Antepassados ainda pulsando em cada coração cigano existente!
A todos os Filhos do Vento e das Estrelas,deixo minha consideração e respeito!!!!



 “Somos livres como os campos
Misteriosos como o mar
Andantes como os rios
Secretos como os bosques
Ligeiros como os ventos
Ardentes como o fogo
Cautelosos como a noite
Imprevisíveis como a estrada
Leves como o ar
Argutos como a raposa
Sentimentais como a música
Verdadeiros como as crianças
Mas…incompreendidos como a verdade
Assim somos nós,
Os Ciganos.”
"Pétalas de Rosas cubram seus caminhos meus amores!!!"


11 de março de 2011

Uma Cigana


 
Exalto minha alma livre à liberdade!
Sob a luz do sol sigo meu destino
Alada à intuição digo a verdade.
No olhar o poder da sedução
Desvendo os segredos da magia
E da vida na palma da mão.
Com os fluídos da lua faço filtro de amor
Caminho pela vida sem jamais sentir rancor
Aos preconceitos, indiferenças e desamor.
Encanto a tristeza com promessas de amar
Enfeito meus dias, alegre a bailar
Em volteios do corpo envolto nas saias.
Sou filha dos ventos, amante das estradas
Sou mistério... inatingível,
Como uma estrela que ninguém pode tocar
A espera do meu amor.

Cigana Luzia

De cabelos negros, volumosos e com uma franja no limiar de suas sobrancelhas, a Cigana Luzia é distinguida por se vestir de vermelho e com algum toque em cor azul-marinho em seus trajes. Suas bijuterias são muitas e nada discretas, já na cintura costuma usar um cinto de moedas douradas ou um lenço triangular amarelo sem estampas e amarrado na diagonal. Todos os tons que ela usa tem um motivo específico legitimado por suas crenças ou superstições.
Contou-me que para ela o vermelho simboliza a força do sexo feminino, o azul-marinho se refere às atitudes firmes do sexo masculino, e o amarelo atrai a luz solar que não permite segredos entre um casal. Disse-me ainda que ao fazer o uso dessas três cores no cotidiano atrairá o equilíbrio amoroso para si. Esta cigana gosta de fazer seu feitiços para reatar relacionamento ou unir casais que anteriormente tiveram uma vida em comum, estes que acontecem em dois rituais distintos para o mesmo fim: um sob a benção do Sol e o outro sob a influência da Lua. A Cigana Luzia se compadece dos casais apaixonados que se dispersam por falta de segurança e confiança dentro da relação, e por este motivo se volta principalmente para este fim. Rejeita ajudar pessoas que não são fieis com seus parceiros e recusa oferendas das mesmas sem o menor pudor. Gosta de receber orações sem que estas sejam decoradas, e suas velas devem ser acesas em 3 com as combinações das tonalidades já citadas. Suas frutas prediletas são as secas e sua bebida é a champanhe.

Luzia dá a dica para que se use o “trio cromático” indicado por ela através de objetos juntos em casa para aproximar a harmonia necessária à estabilidade e evitar que o casal sofra eventuais inconstâncias.

Quando é que vamos disputar a próxima corrida?




Você venceu! Você chegou onde queria. Se lembra quando lhe disseram que a parada iria ser dura?Muitos nem tentaram. Muitos desistiram. Muitos desanimaram. 
Muitos falaram que não valia a pena. Mas você chegou onde queria. Foi difícil, a pista estava escorregadia. Quantas pedras no meio do caminho. Não eram todos que aplaudiam. 
Alguns o olhavam com olhar de descrença, diziam: - Coitado, é um sonhador. Bolhas nos pés, tênis apertado, o suor escorrendo pelo rosto, a ladeira íngreme, e o dramático instante da dúvida:- Paro ou continuo? Uma decisão apenas sua. 
Alguns estavam caídos de cansaço e tédio. Havia ainda um longo caminho pela frente, e havia mais curvas do que retas. Alguém o animou - Força, cara. Alguém o provocou - E agora, cara? Alguém tripudiou - Larga disso, cara. Lembra?, você teve uma enorme vontade de ir embora, de pegar suas coisas e dizer- Tchau mesmo, quero que tudo se lixe, pra mim chega, já dei minha cota, não tem mais jeito.





E virar as costas à luta, à incompreensão, ao sacrifício. Você teve vontade de ir para uma ilha deserta onde vertessem leite e mel. 
Você olhou em frente. O horizonte era uma sombra parda. Mas mesmo nessa hora tensa, pelo sim pelo não, você não parou de correr. Talvez tenha diminuído o tamanho do passo, porque ninguém é de pedra e o coração da gente não pode ser medido com trena e compasso. 
Mas você não parou porque sabia que no meio da multidão havia um recado mudo aguardando a sua decisão. De sua decisão dependia a esperança de gente que você nem conhecia. Então você tomou um fôlego, abriu o peito, e com os pés no chão e os olhos lá na frente, mandou ver. 
Não importava tanto a colocação. Você lutava para construir a sua parte no edifício do destino. E foi seguindo. Sem perceber, arrastou com seu exemplo muitos que pensavam em ficar no meio do caminho. E você venceu. Você chegou onde queria.
Ou você não venceu. Você não chegou onde queria. As coisas não deram certo, você tropeçou, havia um buraco, e outro buraco, e mais um buraco no chão feito de armadilha. Você caiu, rolou, ah, houve gente que riu! Alguém vaiou. Você não venceu. Você não chegou onde queria. Esfolou a pele, abriu ferida, em vez de estrelas o cobriu um manto cravejado de ridículo. O suor de seu rosto foi em vão. Em vão seus músculos latejaram. Tudo em vão. Apanhe seu embornal de mágoa, fique de mal com o mundo, abandone a pista. Você teve a tentação.
Mas na multidão alguém esperava seu gesto de conquista. Vamos, rapaz, esfregue a perna. Levante os ombros. Não deixe que se apague o brilho dos seus olhos. Escute o bater abafado do coração que insiste. Você está vivo, e não está vivo à toa.
Você se levantou, se lembra? E a vaia lhe soou como sinfonia. Recomeçou a corrida e quando, por fim, você chegou - não em primeiro, como sonhava - mas chegou, o suor de seu rosto parecia purpurina. Todos pensavam que você estivesse satisfeito por haver chegado. Então você recolheu os retalhos de suas forças e perguntou:- Quando é que vamos disputar a próxima corrida? E foi neste momento que você venceu e chegou onde queria.

Vida de Cigana


Longe das tendas de veludo, das roupas acetinadas e do brilho dos metais que favorecem um bom visual, a mulher cigana em sua grande maioria cultiva vida simples, ganha pouco, faz trabalhos temporários devido a não criar vínculos em terras alheias e ajuda no sustento de suas famílias; cuidando também de seus filhos, maridos e clãs. 
As calçadas e as ruas são locais por onde a mulher cigana procura um contato mais próximo com os não-ciganos, na qual se oferece para ler sorte, no entanto, a resistência e por vezes a repulsa e o medo de quem não conhece seu modo de vida, impede que ela aja de acordo com sua natureza batalhadora e trabalhadora, sem temor em enfrentar as dificuldades.
Uma cigana não representam perigo algum, ao contrário, há sempre de ter uma palavra de incentivo, uma dica de bom agouro que pode fazer o dia de um indivíduo bem mais alegre e ensolarado. Ao encontrar com uma não dê as costas, dê-lhe atenção, pois uma cigana sempre tem algo mais de sabedoria a nos dizer.